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Relatos de Montaria

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Veados da Serra da Lousã
Montaria de Vila Nova
 

     

Autor: Alexandre Valente

13-11-2007 19:24:54

 

Caçadores reunidos após o sorteio para as boas vindas e instruções do director de montaria
   
Uma das excelentes paisagens de que se pode desfrutar na Serra da Lousã
   
A recuperação da rês abatida na porta ao lado da minha
   
O melhor troféu da montaria
   
O quadro de caça da montaria de Vila Nova
   
Foi precisamente nesta vila do concelho de Miranda do Corvo que o Dr. Rocha, como era conhecido por aquelas bandas, Adolfo Correia da Rocha de seu nome (porventura mais conhecido por Miguel Torga), começou a exercer medicina, após concluir o seu curso em Coimbra, em 1933.
Na freguesia de Vila Nova existe mesmo uma encosta que, segundo consta, a população baptizou de Torga, próximo das aldeias de Meroucinhos e Vila Flor, que o escritor avistava das traseiras da sua casa e que, na altura, nos anos 30 estava pejada da urze cheirosa.


Local: Vila Nova, Miranda do Corvo
Data: 10 de Novembro de 2007
Organização: Associação de Caçadores Vale Arinto/Junta de Freguesia de Vila Nova/Federação Portuguesa de Caçadores
Preço: 100€, 80 € para os sócios da ANPFCP
Portas: 55
Matilhas: 5
Tiros: 45
Tempo: Excelente
Resultado: Só veados. 4 machos (um 12 pontas, um 6 pontas, um vareto e uma cria) e 4 fêmeas


Ora foi precisamente em Vila Flor que decorreu a concentração para esta montaria, que se esperava mista.

Feitas as inscrições e sorteadas as portas, reuniu-se o grupo à volta dos organizadores. As boas vindas foram dadas pelo presidente da Associação de Caçadores Vale Arinto e pelo presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova. Ao director de montaria, Helder Ramos (Federação Portuguesa de Caçadores), coube dar as instruções principais. Para além da tradicional lembrança das regras de segurança e do comportamento dos monteiros, houve ainda que dar indicações especiais sobre o cupo. Estava definido o cupo (de fêmeas e global), pelo que a colaboração dos caçadores dando conta dos veados abatidos, por telemóvel, era fundamental; haveria mesmo um sinal se o cupo de fêmeas fosse atingido antes do final da montaria. De qualquer forma apenas seria permitido a cada Monteiro cobrar um veado (macho ou fêmea), até um máximo de oito, creio. Para os javalis não havia limites.

Só depois foi servido o pequeno-almoço, mas não se perdeu grande tempo nessa refeição pois era grande a expectativa na montaria, todos esperando secretamente que fosse o dia de cobrar um belo exemplar de veado.

Transporte organizado eficazmente, de forma que perto das 11 e 30 estávamos praticamente todos em acto de caça.

As ladras, e que ladras, saudaram desde logo o início da montaria, mas aparentemente tratou-se de um único javali, ainda por cima muito sabidola, que prendeu uma das matilhas durante um bom bocado.

Na zona onde estava colocada a armada de que fazia parte, a actividade foi quase nula praticamente até ao final da montaria, mas o período final valeu pela espera. Três veados cobrados, um deles na porta ao lado da minha. Infelizmente na minha porta a calma foi total do princípio ao fim.

Como mandam as regras, no final da montaria ajudei o meu companheiro da porta ao lado a encontrar o veado que abatera. Uma fêmea, pensava ele, afinal um vareto de primeiro ano; uma confusão que não manchou em demasia a montaria, já que as hastes não mediam mais que uns minúsculos cinco centímetros, pelo que o erro não me parece de todo indesculpável, num lance rápido, com a adrenalina ao máximo, e em que a rês se vê durante uns escassos segundos.

De um dos lados foi cobrado um belo veado com seis pontas e do outro lado da armada uma bonita fêmea.

No final o quadro de caça foi bastante aceitável, com oito exemplares. Dois normalmente não deveriam ter sido expostos no quadro de caça (o vareto e uma cria macho), pelo que esse facto apenas se justifica por motivos de interesse maiores, no caso a presença de investigadores da Universidade de Aveiro, que se juntaram aos caçadores no local de concentração, e que ali estavam para recolher as preciosas informações que cada rês cobrada podia ainda dar, e não eram poucas. Os caçadores também ajudaram ao preencherem um pequeno inquérito referente às observações de cada um no decurso da montaria.

Os javalis afinal primaram pela ausência.

A satisfação estava bem patente na cara e todos os monteiros, e a jornada foi rematada com um almoço, tardio mas a contento de todos.
 

 
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