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Relatos de Montaria

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Foi sem dúvida um dia memorável!
Montaria de Mós do Douro
 

     

Autor: Rui Morêda

07-02-2008 13:40:15

 

Director de montaria: Nelson Cadavez e Presidente da ACED: António Graça
   
Uma panorâmica da mancha
   
Outra panorâmica, na parte mais larga do rio foi onde o javali atravessou
   
O quadro de caça
   
Um dos dois navalheiros
   
Mais um ano, mais uma reunião de caçadores nas maravilhosas paisagens de Mós do Douro para participar na IX montaria realizada pela Associação de Caçadores das Encostas do Douro.

Montaria de Mós do Douro (ZCA de Mós do Douro)
2 de Fevereiro de 2008
Associação de Caçadores das Encostas do Douro
Director de Montaria: Nelson Cadavez
105 portas + 20 postores
Mancha com cerca de 500 ha
15 matilhas
Aprox. 200 tiros (é difícil contar todos nesta mancha)
24 Javalis (2 Navalheiros)
Tempo excelente


Fomos abençoados pelo São Pedro, que, após uma noite de chuva mais ou menos intensa, brindou-nos no dia da montaria com um resplandecente ceú azul com uma luminosidade perfeita e mais importante ainda sem ponta de nevoeiro.

A reunião, como sempre, efectuou-se no edifício da junta de freguesia de Mós do Douro, os primeiros monteiros começaram a chegar por volta das 8:30 e foram levantando as suas portas, uma vez que (praticamente) todos estavam pré-inscritos.
Seguiu-se o habitual mata-bicho que deixou todos os intervenientes preparados para as 3h e meia que iria durar a caçada.

Após a colocação, mais ou menos demorada, nas respectivas portas, sendo que os caçadores de duas das doze armadas tinham que andar bastante a pé, foi lançado o foguete dando inicio à solta dos cães. Estavam presentes 15 matilhas (um número invulgar nas montarias do Norte) pelo que todos os caçadores tiveram o prazer de apreciar o trabalho dos cães no terreno em busca dos “porcos bravos”.

Desde o início da montaria até ao seu final foram-se ouvindo tiros aqui ou ali, sendo de realçar que em todas as armadas houve caçadores a atirar e/ou a ver javalis. Como a mancha é muito grande e formada por grandes relevos e linhas de água profundas nem todos os tiros são audíveis de uns locais para outros.

Na minha porta tive o prazer de apreciar duas situações que vieram uma vez mais confirmar a grande astúcia destes animais bravios. A primeira foi observar um javali que logo após a solta das matilhas “fez-se à água” e atravessou o Rio Douro numa zona em que este é particularmente largo, e diga-se fê-lo com uma facilidade e rapidez que deixaria muito nadador profissional admirado. A segunda foi verificar um javali “dos pequenotes” que vinha na minha direcção e que trazia cães no seu encalço a aproveitar uma pequena charca que se encontrava coberta por um silvado na encosta à minha frente e ficar cerca de 30 segundos a chafurdar na água lamacenta para disfarçar o seu odor e desta forma enganar os cães que o perseguiam. Depois arrancou para o meu lado e eu, como “caçador-ecologista” que sou, fiz o favor de o deixar fugir apenas com uns estampidos que lhe bateram lá perto.

Estávamos perto do final da montaria e a curiosidade em saber o resultado era grande, afinal de contas a organização destes eventos dá bastante trabalho e o resultado final dos mesmos é bastante importante, a todos os níveis, para a entidade organizadora.

Entretanto enquanto os caçadores e restantes intervenientes se deleitavam com um típico almoço de rojões à transmontana, eu andava a recolher uns javalis que se encontravam em locais de difícil acesso, foi então que o Ricardo me ligou e disse “parece-me que temos recorde da zona Norte desta época venatória…até à data…com esse que foste buscar… são 24…”. Não estava a contar com tantos mas realmente só veio confirmar a quantidade incrível de rastos que tínhamos verificado antes da montaria. Valeu a pena o trabalho feito.

No final procedeu-se ao habitual leilão das reses abatidas, momento de grande animação com a participação das gentes locais que se encontravam muito felizes por verem que este ano iam estar muito menos “bichos ruins” a estragarem-lhes as hortas.

Foi sem dúvida um dia memorável.
 

 
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