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Relatos de Montaria

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Montaria de Talhas
 

     

Autor: Pedro Couto

23-12-2004 11:20:00

 

   
Cronologicamente esta é a segunda montaria do ano realizada pelo Clube de Monteiros do Norte. A mancha com cerca de 380 ha e com coberto propício à permanência dos javalis, fazia prever uma boa jornada de caça, mais, levando em consideração as informações dos guardas da associativa. O trajecto, mais uma vez estava muito bem sinalizado, evitando as percas.

Montaria : Zona de Caça Associativa de Talhas
Data : 18 de Dezembro de 2004
Organização : Clube de Monteiros do Norte
Postos : 108 (52% de sócios do CMN)
Custo : 35 € (Sócios) 50 € (N/sócios)
Tiros : ± 56
Resultado : 6 Javalis (1 Bom Navalheiro)
Tempo : Sol
Matilhas : 6

Depois das inscrições dos retardatários, e de um excessivo período sem nada que fazer a não ser a amena cavaqueira para “matar” o tempo, seguiu-se o pequeno-almoço, antecâmara dos discursos e do sorteio.

Depois de breve palestra do Presidente do Clube, António Vilela, passou a palavra ao Raul Fernandes, colaborador do Clube, que apresentou um projecto a implantar pelo Clube e que pode ser resumido, à informatização de todos os dados a serem fornecidos pelos monteiros durante a Montaria. Ex: Animais avistados, tiros dados e respectiva hora e resultado, leia-se javalis cobrados ou falhados, pelo que cada monteiro possuía um destacável que deveria ser entregue no final da montaria, para além de terem sido indigitados em cada armada um monteiro, com a finalidade de recolher os dados da sua armada. De seguida falou o Presidente da Associativa, sendo de imediato convidado como Director de Montaria o Exmo. Senhor, Eng.º Beraldino Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, que após breves palavras deu passo ao sorteio. Mesmo assim foi decorrido longo tempo que mais tarde veio a fazer falta.

O foguete a dar inicio à montaria soou pelas 13H10.

Só cerca de 1H30 mais tarde é que se começaram a ouvir os primeiros tiros, que espaçadamente se foram ouvindo até cerca de meia hora do término da Montaria, pelas 16H15.

Dos javalis cobrados de realçar o Navalheiro, ao qual deram cerca de 20 tiros, o que logicamente veio a proporcionar as características reivindicações de propriedade, na junta, já que no local apenas dois monteiros foram verificar a localização dos tiros, tendo um deles dito que eram dele (2) pata traseira partida e tiro de barriga. O bom e o bonito foi como já disse na junta ao verificarem a qualidade do troféu, logo ali apareceram mais 3 pretendentes. Como o Director de Montaria já se tinha ausentado o Presidente do Clube tentou resolver a situação sozinho, o que julgo deveria ter sido decidido por uma comissão de monteiros de créditos firmados, não no meio da confusão mas à parte, e que em caso de dúvida não devia atribuir o troféu, ficando o mesmo pertença do Clube. Mas como as certezas eram poucas os pretendentes lá desistiram, tendo o Troféu sido atribuído ao Monteiro que “in loco” verificou a colocação das balas. Para rematar este assunto é de evitar o corte pelos monteiros dos apêndices caudais dos javalis, como troféu.

O Luso Matias cobrou desta vez os dois primeiros javalis da montaria, tendo no entanto errado outro e não tendo conseguido disparar a um quarto. Para a próxima, Luso, olho mais aberto!... Se todos fizessem o mesmo o resultado seria bem melhor pois oportunidades para tal não faltaram.

Como notas finais, pequeno-almoço e almoço/jantar, de má qualidade, ainda para mais tendo sido confeccionados por afamado Restaurante de Macedo de Cavaleiros.

Ainda no tocante às refeições é preferível que o Clube cobre pela alimentação algo mais, para que as mesmas possuam a qualidade e higiene imprescindível, a que todos temos direito.

Local das refeições de acordo com a localidade, possuindo o mesmo um belo tecto em madeira.

Tardio começo da Montaria, não só devido ao elevado n.º de participantes, mas também pela menos boa organização por parte do Clube, que todos esperam não se repita. As armadas não podem sair todas ao mesmo tempo, havendo que diferenciar aquelas que são mais longe e os fechos.

Pareceu-me que não havia ninguém a dirigir as matilhas, pelo que houve quem solta-se cerca de 20 minutos, depois do início.

Mau trabalho de algumas matilhas, o que inviabilizou um muito melhor resultado. Os matilheiros devem procurar com muita urgência rever os parâmetros por que se regem na composição das suas matilhas, pois algumas, não são dignas desse nome.

Termino desejando a todos um Feliz Natal e votos de Próspero Ano de 2005.

Até à próxima Montaria.
 

 
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