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Venho desta forma descrever uma caçada que ocorreu durante este ano de caça, na minha reserva de caça associativa, onde tinha presentes dois fiéis companheiros o meu grande amigo Rui Farinha Pereira, amigo este que durante muitos anos fui mochileiro e acompanhante de grandes aventuras e de grandes momentos cinegéticos, e de Manuel Silva, senhor este o meu pai, que me passou o grande vício da caça...
Tudo teve início às 8h da manhã na sede de caçadores os "Patos Bravos", onde nos concentramos para levantar os cartões com a identificação obrigatória e respectiva ficha de registo de caça abatida.
Enquanto o guarda da nossa associativa animava a malta com as suas piadas e com as suas histórias cómicas, eu e o meu amigo Rui, discutiamos a zona a caçar e como o fazer. O meu pai ansioso fumava o seu cigarrinho ao calor de um café bem quente e da lareira com um lume bem forte.
Saímos então para mais uma jornada, após abrir a minha grande companheira de caça "Flora" cadela esta uma pointer. Enquanto ela fazia as suas necessidades e eu aproveitando a deixa para me equipar com a cartucheira calçar botas, espingarda e claro cantil de água, e mais que mentalizado para bater algum terreno a pé, começamos então a caçada.
A cerca de 100 metros do local onde tinhamos deixado os carros, a minha jovem "Flora", faz uma paragem, mesmo decisiva e convicta, de onde se levanta um lindíssimo faisão, encaro a minha J.Lagoas de justapostos e ao primeiro tiro o faisão desarma-se no ar e caí no chão, sendo rápidamente cobrado pela minha companheira. Após este lance recebi algúns elogios por parte do Rui e do meu pai. Continuamos a caçada, e o meu pai abate uma perdiz mesmo na dobra de um vale, onde a mesma se encontrava a receber os raios do sol pela manhã. E claro bem tirada pela sua cadela "Lira", cadela essa também pointer.
Enquanto continuava-mos a jornada e aguardando que o amigo Rui se realizasse, depáro-me com a sua perdigueira nacional "Carmen", muito concentrada e com uma forma de caçar muito apaixonante e insistente, de onde se levanta uma lebre, bem grande, e o Rui como bom caçador que é, e pessoa, como costumo dizer, "bem caçada", aguarda que a mesma se alargue um pouco, e efectua um lindíssimo tiro certeiro, cabendo-me a mim retribuir o elogío e observar a peça junto dele.
A manhã já ia quase a chegar ao fim e decidímos voltar aos carros com a finalidade de ir almoçar. Enquanto passávamos num local bastante sombrio, e húmido, onde se encontrava um montado de sobreiros, a minha companheira voltou a fazer mais uma paragem, e desta vez fui surprêndido por uma galinhola, onde a abati também ao primeiro tiro e onde a minha "Flora" a cobrou lindamente.
Esta foi uma caçada diversificada, efectuada pelo meu grupo, onde certamente não irei esquecer este dia, que foi muito bem passado e onde todos tivemos sucesso durante o decorrer da jornada.
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