|
Uma brigada do Núcleo Regional de Trás-os-Montes da Guarda Florestal apanhou, anteontem à tarde, num eucaliptal próximo da Quinta da Caída, em Nozelos, freguesia de Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros uma sofisticada armadilhar para capturar javalis.
Uma fonte da Polícia Florestal garante tratar-se de um artefacto nunca encontrado em Trás-os-Montes. A armadilha é composta por dois corpos interligados, embora distintos: um dispositivo munido de um telemóvel que, por sua vez, estava ligado através de um fio de nylon a uma grande ratoeira em aço inoxidável, na altura enterrada no solo, cujos "dentes" accionados seriam fatais para quem quer fosse.
Quando chegaram ao local, os guardas florestais ficaram estupefactos ao encontrarem aquele tipo de armadilha, junto a uma poça com óleo para os javardos se banharem (o javali é facilmente atraído pelo cheiro). A ratoeira foi colocada nas proximidades de um eucalipto (árvore onde os javalis gostam de se "coçar"). Se um animal caísse na artimanha, esta fazia mexer o fio de nylon, unido a um mecanismo, cujo movimento tocava num dos botões do telemóvel, accionando-o. Assim, os caçadores furtivos, recebiam uma chamada directamente do artefacto e ficavam a saber se havia javali preso ou não.
Os guardas florestais demoraram três horas a desmontarem a ratoeira, cujo telemóvel ainda recebeu três chamadas, supõe-se que do caçador furtivo. O artefacto e o telemóvel estão agora na posse do Núcleo Regional da Guarda Florestal em Vila Real e o caso já foi dado a conhecer ao Ministério Público do Tribunal de Macedo de Cavaleiros.
|
|