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Relatos de Montaria

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Montarias de Mós do Douro
 

     

Autor: Ricardo Carvalho

17-03-2006

 

   
Aproximava-se a o fim-de-semana tão esperado. As perspectivas eram boas pois nas manchas que tinham sido cuidadosamente preparadas havia uma boa densidade de javalis. Apenas mais alguns retoques e tudo estava preparado para a realização das duas montarias, em vez da habitual montaria onde as duas manchas eram batidas em simultâneo.

Montarias – Mós do Douro – Vila Nova de Foz Côa
Data – 4 e 5 de Fevereiro de 2006
Organização – Associação de Caçadores das Encosta do Douro
Dia 4 de Fevereiro
Mancha – Qt.ª das Fontainhas
Director de Montaria – Egas Moniz
Portas – 75
Matilhas – 8
Dia 5 de Fevereiro
Mancha – Janvão
Director de Montaria – Abílio Monteiro
Portas – 75
Matilhas – 8

A partir das 8:30 de sábado começaram a chegar os primeiros monteiros ao local de concentração. Seguiu-se o pequeno-almoço à boa maneira transmontana e mais tarde as recomendações do costume numas palavras pelo Director de Montaria.

Por volta das 11:30 a partida para a mancha da Quinta das Fontainhas. Uma magnífica mancha virada para o Douro, que tem como principal dificuldade ser constituída por grandes manchas continuas de mato, o que dificulta bastante a de eficácia de tiro.

Lançado o morteiro, soltam-se as matilhas e poucos minutos depois começam os tiros que praticamente não deixaram de se ouvir durante as cerca de três horas de montaria. Quanto ao seu número não me atrevo aqui a relatar, apenas posso dizer que praticamente todas as portas tiveram a oportunidade de atirar.

– “Parecia um dia de tordos!” dizia algum monteiro entusiasmado.

No final 15 javalis cobrados, um bom resultado que se deveu principalmente ao bom trabalho efectuado pelas oito matilhas presentes.

Chegados à junta de caça esperava-nos uma feijoada de leitão. A sobremesa, um arroz doce acompanhado do Vinho Fino (como habitualmente lhe chamam os Dourienses ao Vinho do Porto).

Procedeu-se então ao leilão das reses abatidas e pela noite dentro continuou o convívio de monteiros.

No segundo dia fomos montear o Janvão, uma mancha composta por matos densos de esteva, giesta e bastantes carrasqueiros. Novo pequeno-almoço seguido da explicação da mancha e das recomendações pelo Director de Montaria.

Um pequeno percalço na deslocação para a minha porta, mas finalmente chego à fraga do alto do Janvão, o local escolhido para lançar o morteiro. Ouve-se uma ladra lá para os lados do Lameirão e logo de seguida os primeiros tiros.

Nesta segunda mancha o resultado final de seis javalis ficou um pouco aquém das expectativas. Deveu-se ao facto de os porcos estarem encamados em locais diferentes dos esperados.

Foram dois dias de festa na ZCA de Mós do Douro, que esperamos repetir no próximo ano, no primeiro fim-de-semana de Fevereiro, como tem sido habitual.
 

 
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